artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
Mais distensões de mim:
Outros que tais:
um Abade às Fatias
, the bittersweet cherry flavour
, sobreposições no cenário-Hugo
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
sábado, novembro 05, 2011
A caminho; os contornos
de nada com nenhures são
por entre nenúfares o não
entendê-los; claustros mornos
que ilustram a poesia
de ser que, mais uma vez,
o desdizer de um português
entrusado em distonia.
Sua loucura uma que sua
ao calôr de não soá-la
e extravaza feita a mala
o rio que é o brilho da lua
e o frio dos glaciares -
epicismo, uterina nostalgia,
ou lembrança outra ainda mais vazia
que ecoa pelos cantos lombares
o trote nessa mesma planície,
estepes de o sonho perpassar
a gaivota, o momento a sobrevoar
a viagem e o vento que esqueci.
Tudo atrás; para trás, lá atrás
ensinamentos que perdi
nos entroncamentos que vivi
sem saber quando e onde - tanto faz.
Alma que vagueia à sua sombra
e é de mim escrevê-la um outro eco
o sentido que vagueia e é o beco
em que se perde e chama de penumbra
a luz do passado e o escuro selo
de a poesia perder significado
à luz de um candeeiro tresloucado
em não iluminar que o amarelo
do papel da carta sem destino
e um adeus que por ela estrebucha
entre os dedos e uma rosa murcha
que um dia floresceu sem destino.
E assim se perde aquilo que era
a pureza de um poema sincero
por uma turva fogueira; incinero
a correspondência e é sincera
da chama a transcendência e bela.
Todo um vermelho que é quente e diz
aquilo que em mim derrete, e diz
a perda que em mim verte o som dela.
A crepitar, o nocturno do oceano
é em meu lar uma quimera velha.
Nada é mais verdadeiro que a telha
que alberga esta fera e este insano.
Loucura fora de era, a minha sina.
Palavras sem cabimento. Destroço
origamis e o momento e um qualquer esboço
da morte em sua dobra, a lamparina.
Desfaço a alma num sofá gelado
e regresso aqui ao sítio e à sala
onde a orgia do poema é a tala
de quebrá-la e ao gesso molhado.
Mil esboços negros e a loucura
a única acompanhante. Mar quebrante.
Insurreição e advérbio a juzante.
A espuma ele engasgar-se em sua usura.
Imagens de arcaboiço num trejeito
de dar forma ao informe de a curva
se ter dado por ali onde era ruiva
a côr de a maré ter passado. A eito.
Soçobro colorido que desfaço.
Mar agora desgarrado que abraço.
Café que tomo e é um outro braço.
Dôr que pinto agora, fim de maço.
Adormeço e pinto em mim uma nuvem
descrevendo a cinza de um cigarro
que é ainda um comboio e desamarro
dele a tinta, o trilho e a fuligem.
Para uma fantasia ainda há tempo.
Para uma variação de uma morte
há sempre espaço e a agonia consorte
é sempre do agrado no seu tempo.
Que desvaneça pois todo o espectáculo,
fluxo de rio no mar do vernáculo
onde há sempre do polvo outro tentáculo
a abraçar dançante este espectáculo -
o momento que antecede o seu veneno.
Incerta a dança - abismo ou sintonia,
ondulação que entrança a alma em maresia
de uma alga formar um sonho pequeno.
As partes de seu côrpo a última voz
estendidas ou debruçadas na areia
de dizer ou procurar o que clareia,
e a dôr por fim do não alcance, a sós.